As Coisas que só aqui no Brasil acontecem

Caros amigos,

 

Primeiramente, dizer que estou bem sumido daqui e de tudo, já que estou trabalhando demais, e morando agora em Nova Iguaçu, novamente, o tempo é menor para cuidar de coisas que gosto, mas que tomam algum tempo para fazer com alguma qualidade.

Além do mais, questões pessoais tem me consumido tempo importante e impedindo o desenvolvimento de coisas novas, como tal, os textos daqui!

Bom, este texto é para mostrar minha total estranheza com as coisas que estão acontecendo no Brasil, especialmente, coisas de nosso esporte, nossa política e tudo que conecta um ao outro.

Para começar, vejo que o PSL, partido do presidente, entra no STF para pedir a revogação do Profut e de todas as regras sobre governança, transparência e tudo mais. Sei lá, seria até compreensível, já que o partido é liberal, portanto, busca afastar-se de regras que interfiram no privado pelo público; no entanto, o dinheiro que foi usado é público e portanto, ao se utilizar, deve-se submeter a regras específicas... Ou faz como o Palmeiras, que não aderiu ao Profut.

Sim, mas é claro, quem é o presidente do PSL, o ex-presidente de um clube de Recife, cujo atual presidente é seu irmão... Ah, tá, está tudo explicado... Sai disso, presidente!

Mas... Como sair disso, presidente... O seu governo também dá suas cacetadas no prego do dedo meu... Senão vejamos... O COB por uma lamentável confusão com a vela, acabou ficando sem a certidão para ter direito ao recurso da Lei PIVA, repassado pela Caixa. Inclusive o general que comanda a secretaria especial do esporte havia notificado a Caixa para fazer cumprir os artigos 18 e 18A da Lei Pelé e suspender os recursos do COB. Não é que o presidente Paulo Vanderlei teve lá em Brasília e em um dia convenceu todo mundo que o COB não se submetia àqueles artigos, mesmo tendo assinado um TAC com o antigo Ministério do Esporte se comprometendo a cumprir integralmente os artigos em questão?

Queria deixar claro que não concordo moralmente que o COB deveria ficar sem as tais certidões pelos motivos postos. O COB cumpriu, a meu ver, sua função enquanto gestora máxima do esporte olímpico brasileiro. Interviu na confederação, buscou soluções e contribuiu para que o esporte continuasse sua prática e conquistas. O COB, a meu ver, não orientou a criação de nova confederação, somente a reconheceu, já que a federação internacional já havia feito. O COB não deve ser punido por exercer seu papel de orientador e gestor máximo. Juridicamente não tenho como defender, por não conhecer o processo e por não ter condições tecnico-jurídicas para tal, mas minha visão moral me conduz para isso. Além do mais, nem critico o presidente do COB, Prof. Paulo Vanderlei por sua atitude. Conheci o Paulo ainda na presidência da CBJ onde tivemos a oportunidade de trabalhar juntos pelo judô com e sem deficiência. Fiquei muito feliz quando ele assumiu o COB e mais feliz ainda, com as atitudes tomadas visando reduzir custos, melhorar a governança e transparência daquela instituição. Sua opção é completamente cabível já que ele precisa, antes de tudo, defender o interesse não somente do COB, mas de várias outras confederações, muitas delas, totalmente dependentes dos recursos descentralizados pelo COB. A mudança de leitura do COB, neste sentido, é somente um capítulo amais desta imensa bagunça que se tornou a gestão do nosso Brasil, seus estados e municípios, bem como tudo que vem se relacionando com estes, aí incluso a forma de se gerir, cobrar e fiscalizar as organizações e os recursos descentralizados a elas.

Coisas boas no entanto, andam acontecendo pelos lados de lá. Surge a notícias que o Ministério da Cidadania vai repor os recursos para pagar os beneficiários do Bolsa Atleta, bem como contemplar atletas de categorias nacional, base e estudantil. Além disso, propôem o aumento do benefício, por projeto de lei a ser enviado ao congresso, que aliás, versará também de novas regras, como a faixa de valores entre ouro, prata e bronze e a redução para 10 no caso do rankeamento para a Bolsa Pódium, sugestões que fico feliz de poder contribuir.

 

Por fim, não tem fim, estou esperando algumas informações sobre o nosso movimento mais restrito, paraolímpico e decegos, para maiores análises.

 

Agora, e somente agora, me causa estranheza fazer equipes do sudeste - SP jogar 2 eventos importantes em 2 fins de semana seguidos. Mas repito, somente estranheza!