QUAL É O TAMANHO DA SUBIDA? ONDE É O PICO?

Caros amigos,

 

Dias difíceis estes que vivemos. Mas seguindo esta série de post sobre a pandemia, hoje eu queria comentar sobre o tal pico e sua suposta “mobilidade”.

Me parece claro que todos pegaremos em algum momento a tal COVID19, mas quando será o pico? Não era em abril, não era semana que vem?

A verdade é que mesmo que não concordamos integralmente com a quarentena, seu efeito é exatamente empurrar o pico para mais distante, espalhando o contágio e reduzindo o tamanho do pico, o que a galera fala por aí como achatamento da curva.

Explicando melhor. O que é melhor para um sistema de saúde universal, como o do Brasil, mas fragilizado: receber 100000, 200000 pessoas em 2 meses ou em 4 ou 5 meses? E se ao retermos pessoas em casa, por nos prepararmos melhor, ao invés de morrer 20000, morrer somente, ou melhor, tudo isso, mas bem menos, 10000 pessoas? É o que se busca... E volto a dizer, como disse em outros posts anteriores... Qual caminho seguir... Economia ou vida humana?

Eu escolho vida humana hoje, mesmo sabendo que depois teremos, como disse nosso presidente, uma nova “pandemia” econômica a gerir...

Agora me preocupa demais a oportunização deste processo que políticos e lados estão tendo. Digo oportunização, mesmo sabendo que meu dicionário está marcando como errado, já que estamos em uma guerra de oportunismos, onde oportunistas tomam atitudes com base em frágeis números, demonstrando claramente que os alicerces de suas decisões são somente as eleições que avizinham.

É descabido, por exemplo, que estejamos pensando em reabrir tudo, se já nos mantivemos fechados até agora, e o tal pico ainda é mais acima; ou seja, ainda não alcançamos o tal pico, nossos hospitais apresentem sinais de esgotamento (e ainda não chegamos ao pico), não temos testes para todos, temos números pouco confiáveis inclusive pela falta dos testes e, verdadeiramente, nenhum grande avanço no tratamento dos sintomas da doença?

Não é porque os europeus estão em processo de reabertura que devemos seguir. Eles claramente já passaram pelo pico. Nós ainda estamos subindo a ladeira e já estamos fechados desde meados de março. É hora de serenidade e reflexão.

Ratifico o que venho dizendo. São decisões difíceis e compreendo ambos os lados. Mas eu, mesmo preocupado demais com a pobreza que nos assolará pós pandemia, ainda prefiro defender vidas... Depois lutamos outra batalha, onde claramente teremos que fazer novas escolhas... Mas agora a escolha que faço é pela vida e até que um bom plano apareça, não entendo o transloucado desejo de reabrir tudo, ou mesmo, parte.

 

A ver, novas cenas desta triste novela.

 

Abraços e por hoje, #FiqueEmCasa!