Voltei, Que Coisa Boa Ir para um Campeonato como Jogador

Caros amigos, especialmente, aos que vinham pedindo por meu retorno ao futebol para cegos,

 

Enfim, após algumas dúvidas, indecisões e um pouco de medo, retorno esta semana às quadras.

Foi realmente difícil voltar. Eu sempre gostei de futebol, de jogar e de assistir futebol. Mas só é bom fazer algo que realmente lhe faz feliz e, infelizmente, o futebol para cegos, o esporte para cegos, por muitos motivos, não tem me feito feliz ultimamente. Já ouviram aquela frase, “É a economia, estúpido!”, então, no meu caso, “É a política, amigos!”.

De qualquer modo, volto. Volto para ajudar na continuidade da equipe do CEIBC, na continuidade da formação, e colocando esta, em primeiro lugar. Por este motivo, inclusive, vamos com uma equipe da casa, nova, exceto eu, mas certo de que os meninos precisam jogar e somente deste modo, se desenvolverão no esporte. Fato que em algum momento teremos que tentar buscar peças complementares, especialmente para o brasileiro, mas agora, as ideias são formar, oportunizar e tentar deixar um legado para a equipe e para o futebol para cegos brasileiro.

Viajamos amanhã; como disse, equipe jovem, Thiaguinho, com 18 anos, Felipinho, com 20 e Portelinha, com 14 anos, os mais novos. Eles deverão jogar demais, afinal, estamos indo apenas com 6 atletas de linha, somam-se a eles 3, eu, Michael e Rafael, este último, do judô, indo para ajudar, se necessário.

Sobre mim, especialmente, não sei o que esperar. Minhas expectativas são as de sentir o jogo, a velocidade do jogo, o tempo da bola e a dinâmica da partida. São 8 anos longe da parte de dentro da quadra, tempo suficiente para mudar de forma substancial o estilo do esporte.

Espero voltar aqui com um bom resultado esportivo para contar, porém, tomara que ao menos, uma boa história possamos relatar aqui ao fim do campeonato.

 

Grande abraço a todos!