TIRO

O tiro passou a fazer parte do programa paraolímpico na Paraolimpíada de Toronto, em 1976, somente entre os homens; na edição seguinte, as mulheres passaram a competir, inclusive, nas provas mistas. Em 1984, as provas mistas deixaram de existir no programa paraolímpico, voltando, somente, em 1992, em substituição às mulheres. Somente em Atlanta, 1996, foi que as 3 categorias estiveram juntas novamente.

No Brasil, a modalidade começou a ser praticada em 1997, no Centro de Reabilitação de Polícia Militar do Rio de Janeiro. No ano seguinte, o País foi representado pela primeira vez em um torneio internacional, realizado na cidade de Santander, na Espanha. 4 anos mais tarde, o Comitê Paraolímpico Brasileiro - CPB realizou clínicas que ajudaram na disceminação da modalidade pelo Brasil. Em 2003, a equipe brasileira foi bronze por equipes no mundial da Holanda, mas foi somente em 2008, na China, que o Brasil teve seu primeiro representante na modalidade em paraolimpíadas.

Pessoas amputadas, paraplégicas, tetraplégicas e com outras deficiências locomotoras e visuais podem competir tanto no masculino como no feminino.

 

As regras variam de acordo com a prova, a distância, o tipo do alvo, posição de tiro, número de disparos e o tempo que o atleta tem para atirar. Em cada competição as disputas ocorrem numa fase de classificação e numa final. As pontuações de ambas as fases são somadas e vence quem fizer mais pontos.

O alvo é dividido em dez circunferências que valem de um a dez pontos e são subdivididas, cada uma, entre 0.1 e 0.9 pontos. A menor e mais central circunferência é a que vale mais, dez pontos.

A tecnologia está sempre presente na modalidade. Durante os Jogos Paraolímpicos, os alvos são eletrônicos e os pontos são imediatamente projetados num placar. Nem as roupas e as armas utilizadas fogem da evolução tecnológica.

Rifles e pistolas de ar, com cartuchos de 4.5mm, são utilizados nas provas de 10 metros de distância. Já nos 25 metros, uma pistola de perfuração é utilizada com projéteis de 5.6mm. Rifles de perfuração e pistolas são as armas das provas de 50m, também com as balas de 5.6mm de diâmetro.

A classificação do Tiro é dividida em três classes principais:

 

  • SH1: Atiradores de Pistola e Rifle que não requerem suporte para a arma.
  • SH2: Atiradores de Rifle que não possuem habilidade para suportar o peso da arma com seus braços e precisam de um suporte para a arma.
  • SH3: Atiradores de Rifle com deficiência visual.

 

Os atiradores deficientes visuais utilizam uma tecnologia que, através do som, detectam o alvo e a pontuação mais central. Um bip fica soando no ouvido do atirador e quando este bip aumenta a freqüência, mais próximo está do centro do alvo.

 

Fonte:

CPB - www.cpb.org.br